Apesar de ser a segunda maior operação na bolsa de valores, com captação de US$ 16,02 bilhões, o Facebook não teve um dia brilhante na bolsa.
O teto esperado pelos analistas para as ações, de 50% de valorização, não chegou a ser tocado.
Durante o dia, os papeis, lançados a US$ 38, chegaram a encostar nos 12% de alta – valor de US$ 42,56. No final do pregão, no entanto, o fechamento foi tímido: aumento de 0,98%, chegando a US$ 38,37.
Diante dos menos de US$ 0,40 centavos de valorização, o estrategista-chefe de mercado da John Thomas Financial, Wayne Kaufman, ouvida pela Reuters, sintetizou o clima no pós-pregão: “nós temos algumas pessoas infelizes”.
O Facebook, que tem cerca de 900 milhões de usuários em todo o mundo, precificou seu IPO no topo da faixa estimada, tornando-se a primeira empresa dos Estados Unidos a chegar à bolsa com um valor de mercado acima de US$ 100 bilhões.
Se uma opção de lote suplementar for exercida, o Facebook levantará 18,4 bilhões de dólares, com a venda de uma participação de 18% da companhia.
Segundo a agência AFP, no IPO, Zuckerberg só vendeu as ações que lhe permitissem pagar seus impostos, ou seja, 1,150 bilhão de dólares em títulos, conservando sua participação de 18,4% na companhia e de 55,8% do direito de voto.
Em 2008, a empresa Visa arrecadou US$ 17,9 bilhões em sua entrada no mercado, a maior da história da bolsa.
A BITS marcou passo em 2012. De acordo com a organização, a feira encerrada em Porto Alegre nesta quinta-feira, 17, teve uma pequena redução do número de visitantes, cerca de 10% para 9,5 mil, assim como de 15% no número de expositores, para 183.
Do ponto de vista de negócios, a feira também rendeu um pouco menos. No Encontro de Negócios AL-Invest BITS 2012, organizado pela Fiergs, ocorreram 381 reuniões com a expectativa de gerar US$ 11 milhões em negócios, 12% abaixo da edição anterior.
Apesar da maioria dos visitantes ter tido a impressão contrária, a organização garante que a metragem vendida foi a mesma, atribuindo a percepção de diminuição a uma nova configuração da distribuição dos estandes.
“Uma feira não se consolida totalmente até o quarto ano”, afirma Constantino Bäumle, diretor da Hannover Fairs Sulamerica, que, junto com a Fiergs, organiza o evento. “Vamos começar a trabalhar desde já para dobrar o número de expositores em 2013”, adianta o executivo, que tem 30 de experiência na organização de eventos do tipo.
Bäumle afirmou que o contrato assinado entre Hannover Fairs Sulamerica e Fiergs prevê a realização do evento por 10 anos e que – ao contrário do que se especulava nos corredores da exposição – não existe uma reavaliação no terceiro para determinar uma continuidade ou não.
O diretor afirma que a Hannover Fairs Sulamerica vai trabalhar a partir de agora para atrair multinacionais do porte de SAP, IBM, Microsoft e Dell para funcionarem como atrações da feira.
Companhias desse porte não estiveram presentes nem na estreia nem no segundo ano e a expectativa é que elas possam atrair público e novos expositores. “O ciclo de negociação é longo, por isso estamos começando logo”, Bäumle.
Outros problema pela frente é convencer empresas que expuseram no primeiro ano e não voltaram no segundo, assim como aumentar o investimento médio nos estantes, que na sua maioria se ativaram um design mais básico em 2012.
De certa forma, o fato do Brasil ter sido país parceiro da Cebit em 2012 um mês antes da BITS parece ter complicado as coisas para a feira em Porto Alegre, uma vez que a participação no evento alemão tinha fartos subsídios estatais, o que não aconteceu na irmã gaúcha.
Como a na primeira edição, a BITS 2012 foi uma feira majoritariamente brasileira, com 122 expositores nacionais contra 54 estrangeiros. No lado verde amarelo, mais da metade são companhias gaúchas.
Entre os estrangeiros, os europeus, na maioria pequenas empresas com participações subsidiadas pelos seus governos são ampla maioria. Apenas 12 empresas de fora vieram da América Latina, o enfraquece o posicionamento como uma feira sul americana.
Partes da feira melhoraram na comparação com 2011. A parte das palestras sobre tecnologia que na estreia ficou dividida entre a Sofstul e a editora paulista Converge, causando alguma confusão entre os participantes, ficou concentrada neste ano integralmente nas mãos da entidade gaúcha
A Softsul trouxe 77 palestrantes, painelistas e moderadores para falar a um público de mais de 1 mil pessoas.
Dentro da feira também houve quem apontasse resultados positivos. A Teevo, que locou um dos estantes melhor posicionados dentro da feira, no corredor principal, tem uma expectativa de fechar negócios no valor de R$ 1,5 milhão partir da participação.
O Baguete Diário faz a cobertura completa do evento com apoio da Softsul.
Uma pesquisa global realizada pela Nielsen aponta que a recomendação de amigos ainda é a forma de propaganda mais confiável para 92% dos consumidores.
O segundo lugar fica com comentários de consumidores publicados na internet, com 70%. Na América Latina, a opinião de conhecidos mantém o mesmo percentual, enquanto a força da indicação de compradores online cai para 58%.
A Sociable Labs, empresa de software que fornece soluções focadas nas redes sociais, apresentou um relatório em que 48% dos compradores garantem que as informações compartilhadas na rede social os ajudaram a conhecer mais sobre os produtos de seu interesse.
Após ler comentários de amigos no Facebook sobre produtos, 62% dos consumidores partem para a compra. Também foi constatado que três quartos clicam no link do comentário que falava sobre a mercadoria.
PERGUNTE AOS AMIGOS
O Zoom, site comparador de preços e produtos, lançou a ferramenta “Perguntar aos Amigos”, onde o cliente consulta a opinião de sua rede por meio do Facebook quando vai realizar uma compra.
Para usar o aplicativo, o usuário deve conectar-se ao Facebook e enviar a pergunta através do seu perfil, selecionando os produtos que tiver em dúvida. Através da pesquisa o cliente pode fazer comparações.
O Zoom recebe por mês 7,5 milhões de visitas e conta com 250 lojas parceiras. Conforme a empresa, a ferramenta é inédita no Brasil.